Eu Li A Bibliotecária de Aushwitz

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25 de janeiro de 2016

bibliotecaria de auschwitz
SINOPSE: Um emocionante romance baseado na história verídica de uma jovem checa, a bibliotecária do Bloco 31, de Auschitwz – Dita Dorachova – com quem o autor teve oportunidade de falar e que resgata do esquecimento uma das mais comoventes histórias de heroísmo cultural.
Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável.
O Bloco 31 tinha 500 crianças, e neste lugar onde os livros eram proibidos, a jovem Dita escondia todas as noites os frágeis oito volumes da biblioteca mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu.
No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».
Um livro diferente de tudo o que já leu sobre o Holocausto e de que poucos têm conhecimento. Pela primeira vez ficamos a saber da existência de livros num campo de extermínio.
Minuciosamente documentado, e tendo como base o testemunho de Dita Dorachova, a jovem bibliotecária checa do Bloco 31, este livro conta a
história inacreditável, mas verídica, de uma jovem de 14 anos que arriscou a vida para manter viva a magia dos livro, ao esconder dos nazis durante anos a sua pequena biblioteca, de apenas oito volumes, no campo de extermínio de Auschwitz.
Este livro é uma homenagem a Dita, com quem o autor tanto aprendeu, e à memória e valentia de Fredy Hirsh, o infatigável instrutor judeu do Bloco 31 que criou em segredo uma pequena escola e uma ainda mais minúscula biblioteca, apenas com oito livros.

A Bibliotecária de Auschwitz | Antonio G. Iturbe | 2013 | 384 páginas | Editora Planeta

bibliotecaria de auchwitz 1

O livro foi escrito por Antonio Iturbe, um jornalista espanhol que estava pesquisando sobre bibliotecas quando leu em um livro sobre a biblioteca de Aushwitz, e foi ai que ele começou a pesquisar sobre o assunto e achou Dita kraus a verdadeira bibliotecária de Aushwitz, ele entrou em contato com ela e foi ela quem ajudou Antonio a escrever o livro. Junto com os depoimentos verdadeiros de fatos chocantes e emocionantes de Dita e os fatores fictícios de Antonio foi criado então esse livro que quem gosta muito do assunto (Segunda Guerra Mundial) vai se apaixonar.

Ele conta a historia da Tcheca Dita Dorachova, que vem de uma família Judia de Praga e que depois de ter passado pela pré guerra, onde os judeus foram excluídos e não podiam andar perto e nem fazer parte da sociedade junto com os arianos*, até que ela e a família junto com vários outros judeus tiveram que se mudar para o gueto de Teresim (Theresienstadt), onde aconteciam os exterminios, mas eles precisavam de mais mão de obra escrava, então Dita e seus pais foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau onde se formou o bloco 31 e onde Edita conheceu o professor Fredy Hirsch e se tornou a Bibliotecária ficando assim responsável por 8 livros, na época proibido pelos nazistas esses livros tinham que ser diariamente escondidos embaixo de tabuas soltas no chão ou por baixo do vestido da garotinha de apenas 14 anos que vivia um dia de cada vez.

*”A raça ariana seria supostamente a linhagem ‘mais pura’ dos seres humanos, constituída apenas por indivíduos altos, fortes, claros e inteligentes, representando assim, de acordo com critérios arbitrários, uma raça superior às demais”

Um livro instigante, emocionante, maravilhoso, não consigo colocar adjetivos que traduza exatamente o que eu senti ao ler, nunca reli nenhum livro, mas esse tenho certeza que irei reler varias e varias vezes pois me tocou de um jeito muito diferente de tudo o que já li sobre a segunda guerra. Não vou me estender muito nessa minha resenha e vou finaliza-la com algumas frases que marquei no livro e com um pedido para que vocês agradeçam a cada dia pela vida e por todos os problemas que tens.

Leia agora a melhor entrevista que achei com Dita Kraus (a protagonista real da historia): Jornal Opção

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